Pedras de namorados ou de casamento

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Entre esses costumes por eles procurados e referidos na sua bibliografia, estão os rituais associados ao lançamento de pedras, em circunstâncias diversas. Para o caso aqui abordado, servem de exemplo as chamadas Pedras de namorados ou Pedras do casamento. Embora com algumas variantes, podemos descrever estas práticas, de forma genérica, como consistindo em atirar, por sobre o ombro, uma pedra em direção a outra de grandes dimensões. Esta pedra tinha sempre alguns metros de altura e a sua parte superior era plana ou, pelo menos tinha uma superfície onde pudesse ficar pousada a pedra que se atirava. O facto de se atirar a pedra de costas para o alvo diminuía a probabilidade de êxito. Inclusivamente, existem referências a ter que se usar, nalguns
casos, a mão esquerda, aumentando ainda mais a dificuldade.
Consoante se conseguia deixar no topo a pedra atirada ou não, assim se ficava a saber se se cumpria o desejo formulado. Este era, em geral, saber se no ano em curso se iria casar. Se a pedra atirada fizesse cair uma ou mais das que estavam no topo, cada uma das caídas poderia significar um ano sem se atingir o objetivo.
Existem alguns casos assinalados que se poderão considerar variantes desta prática mais comum. É o caso das chamadas Pedra dos cornudos, uma delas localizada por Martins Sarmento em Baião, havendo uma outra referida em Travanca, Amarante. Nestes casos, com o mesmo gesto de atirar uma pedra, pretendia-se saber da fidelidade da esposa.

Pedras de namorados no concelho do Sabugal

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